Caminho Central Português para Santiago de Compostela - 1ª etapa

Mapa 1ª etapa

Sé do Porto

Sé Catedral do Porto

É sob o olhar das paredes tisnadas da Sé do Porto que começa esta longa caminhada.

Rua Escura

Prontamente perdemos os nossos passos pelas ruelas escuras e estreitas das imediações da velha Sé. Em seguida atravessamos a bem larga e movimentada rua Mouzinho da Silveira e chegamos ao Campo dos Mártires da Pátria (Cordoaria) depois de subir a íngreme rua dos Caldeireiros.


Esta primeira etapa é predominantemente urbana, sendo percorrida com particular cuidado, pois o convívio próximo com os automóveis nem sempre é salutar. Após sair do Porto, dirigimo-nos a Leça do Balio, onde paramos para visitar o majestoso Mosteiro. Recorde-se que foi aqui que o nosso rei D. Fernando, no séc. XIV, encontrou o sossego necessário para casar com a bela Leonor de Teles, fugindo à fúria do povo de Lisboa que protestava contra o facto de ele não ter desposado a filha do rei de Castela. A tão ansiada paz continuaria em risco…

Interior do Mosteiro de Leça do Balio

Interior do Mosteiro de Leça do Balio

Continuando o caminho, rapidamente deparamos com os fantásticos murais na Rua Lionesa, bem próximo do Mosteiro, numa vizinhança que acentua o contraste entre a arte medieval e a contemporânea. Nenhuma sai prejudicada, fica a ganhar o transeunte ou, neste caso, o peregrino.

Murais na Rua Lionesa

Murais na Rua Lionesa


    A Maia estava próxima, fomos carimbar a credencial na Igreja da Senhora do Bom Despacho, onde pudemos admirar o seu rico e reluzente (restaurado) interior de talha dourada, a lembrar os tempos áureos do séc. XVIII em que o ouro chegava às toneladas, vindo do Brasil.

Igreja da Nossa Senhora do Bom Despacho

Igreja da Nossa Senhora do Bom Despacho

Igreja da Nossa Senhora do Bom Despacho


A paisagem vai-se ruralizando até ao Mosteiro de São Salvador de Vairão.

Mosteiro de São Salvador de Vairão

Mosteiro de São Salvador de Vairão

Uma impressionante construção religiosa quinhentista que cresceu acompanhando os estilos das épocas diferenciadas que atravessou (maneirista, barroca e neoclássica). Agora, este Mosteiro, continua a desempenhar uma das suas seculares funções, dar abrigo aos muitos peregrinos que por ali passam. Algumas alas foram restauradas e transformadas num acolhedor albergue que serve a comunidade local e internacional.

 

 

Share this post

Submit to FacebookSubmit to Google PlusSubmit to TwitterSubmit to LinkedIn

Add your comment

Your name:
Subject:
Comment: